Ações das aéreas sobem com perspectiva de novas medidas de apoio do governo

Papéis da Azul subiam mais de 20% e da Gol mais de 18% nesta tarde. CVC também reage

As ações das companhias aéreas abriram o pregão desta quinta-feira (19) em queda, mas inverteram a tendência após notícias de que o Senado votará amanhã o decreto que institui o estado de calamidade pública, em função da epidemia de covid-19.

Com esse decreto, o governo pode deixar de cumprir a meta fiscal, o que vai permitir um aumento nos gastos para apoio ao setor privado.

As ações da Gol subiram 11,61%, para R$ 6,25. As ações da Azul, 15,65%, para R$ 11,97. As ações da CVC subiram 14,79%, para R$ 7,45. O Ibovespa subiu 2,15%, aos 68.331 pontos. As empresas estão entre as que mais perderam valor de mercado desde o início da crise do coronavírus.

Ontem à noite, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, disse que o governo sinalizou a intenção de aprovar outras medidas de apoio ao setor aéreo, além das medidas anunciadas ontem. Entre as medidas em estudo está a liberação de linhas de crédito do BNDES e de bancos privados voltados para o setor aéreo.

Bruna Pezzin, analista de transporte da XP Investimentos, disse em nota que as medidas anunciadas ontem, embora não sejam tão representativas nos custos totais, podem ser uma fonte de alívio par as aéreas. Mas o foco agora se vira para a liberação de linhas de capital de giro para melhorar a liquidez das companhias.

As medidas anunciadas ontem incluem o adiamento do recolhimento de tarifas de navegação aérea, o adiamento da cobrança de outorga das concessionárias de aeroportos sem incorrer em multa e a extensão do prazo para reembolso de passageiros para 12 meses.

(Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)

Fonte: Valor Investe

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