Empresas e entidades de ground handling criam comitê de crise para tratar das consequências da crise do coronavírus

Setor tem receita duramente impactada pelos sucessivos cancelamentos de voos. Há risco de demissões em massa

As principais entidades e empresas do setor de ground handling se uniram em um comitê de crise para gerenciar a situação emergencial provocada pelo surto de coronavírus. Fazem parte deste grupo entidades patronais como a Abesata (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares do Transporte Aéreo) e o Sineata (Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo), e entidades de trabalhadores, entre elas a Fenascon (Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços e Conservação) e o Sinteata (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transportes Aéreos do Estado de São Paulo).

“A crise está impactando diretamente as empresas de serviços em solo, pois muitas delas são remuneradas pelos voos efetivamente atendidos. Com o volume de cancelamentos, a sobrevivência das empresas começa a ficar em risco”, disse Ricardo Aparecido Miguel, presidente da Abesata.

Juntamente com outras associações, o comitê busca um posicionamento do Governo Federal sobre a revisão dos prazos de recolhimento da parcela patronal dos impostos e desoneração da folha de pagamento e também aguarda a proposta de agenda com algumas Prefeituras para negociar uma forma diferenciada de recolhimento do ISS (Imposto sobre Serviço) para os próximos 180 dias. “Estamos buscando caminhos para mantermos ao máximo os empregos e a sobrevivência das empresas, pois temos a previsão, em curto prazo, de redução drástica dos voos domésticos e internacionais”, disse Miguel. O setor de ground handling é intensivo de mão de obra, em todo Brasil são 40 mil empregos diretos.

Em paralelo, o comitê também está atuando em questões práticas e emergenciais. Há falta de fornecedores de álcool em gel para os colaboradores. Nesta segunda-feira (16 de março) foi localizado um novo fornecedor e o abastecimento será normalizado rapidamente. Há também uma equipe de comunicação pronta para colher as orientações da ANVISA de vários aeroportos e multiplicá-las entre as empresas associadas à Abesata. Fonte: Aeroflap

Fonte: ABESATA

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