Práticas recomendadas para o controle de segurança durante o COVID-19

Montreal, 20 de março de 2020 Devido à pandemia global de COVID-19, o Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI) reuniu as melhores práticas a serem seguidas pelos aeroportos e as autoridades de controle para ajudar a proteger agentes, passageiros e funcionários, preservando os objetivos de segurança da aviação.

Gestão dos Canais de Inspeção de segurança

Antes dos passageiros ou funcionários se aproximarem dos canais de inspeção, eles devem receber produtos desinfetantes para higienização das mãos. Caso seja determinado pelo órgão competente controle de temperatura, deverá ser realizado por termômetros sem contato, em uma área selecionada antes da chegada ao ponto de segurança.

  • necessário observar que desinfetantes de mãos à base de peróxido de hidrogênio podem aumentar a probabilidade de falsos positivos com o teste ETD.

Devem ser definidas, com os órgãos governamentais, as medidas a serem tomadas no caso em que os passageiros mostrem sinais de doença e precisem ficar em quarentena.

Caso a quantidade de passageiros permita, devem ser organizadas filas de inspeção não adjacentes, com distância mínima de 1,5 metros entre os pontos de inspeção, com objetivo de reduzir o risco de exposição de agentes e passageiros.

Os supervisores dos pontos de inspeção devem estar cientes da necessidade de evitar a formação de filas antes do controle.

Desinfetantes para as mãos à base de álcool ou peróxido de hidrogênio devem ser distribuídos à equipe para a limpeza para a desinfecção das mãos e a equipe de inspeção deve usar luvas.

Em intervalos regulares, a equipe de inspeção deve realizar uma rotina de limpeza e desinfecção das superfícies frequentemente tocadas e ou expostas e dos equipamentos de segurança, incluindo as bandejas e as áreas de bagagem.

Os funcionários devem ser instruídos a lavarem as mãos após a limpeza e após a retirar as luvas.

Controle de passageiros e funcionários

Se as autoridades locais autorizarem, os responsáveis pelos processos de inspeção podem permitir que passageiros e funcionários permaneçam com luvas e máscaras durante o controle.

Ao realizar a inspeção mediante detectores de metal, os controladores devem minimizar o uso de revistas manuais. Para isso, deverá ser reforçada a comunicação aos passageiros antes de sua passagem pelos pórticos de inspeção de segurança ou pelo escâner corporal, indicando que retirem todos os elementos que poderiam acionar o alarme.

No caso do pórtico de inspeção de segurança, isso inclui retirar todos os objetos metálicos e, no caso do escâner corporal, existe a necessidade de retirar todo e qualquer objeto dos bolsos que possam gerar um falso positivo.

Os aeroportos devem preferir equipamentos de detecção de resíduos de explosivos (ETD) ou cães de detecção de explosivos (EDD) em vez de revistas manuais.

Se os outros métodos de detecção não estiverem disponíveis, os passageiros e funcionários deverão ser solicitados a reiniciar o processo e retirar objetos que possam ser a causa dos alarmes até que nenhum alarme seja acionado.

De acordo com o volume de passageiros – deve ser feita uma avaliação para comparação do risco de atraso de fila com pessoas muito próximas, frente ao risco da realização de uma revista manual direcionada.

No caso em que as pessoas continuem acionando os alarmes após diversas retiradas de objetos, os aeroportos devem optar por uma revista manual direcionada, em vez de uma revista manual completa.

Ao usar ETD, os examinadores devem limitar o seu contato com as mãos das pessoas que estão sendo examinadas. Apesar do conceito de operações (CONOPS) permitir a reutilização, quando possível, das compressas, isso não deve ser feito, devendo ser utilizada uma compressa por pessoa. Há teorias de que a alta temperatura usada pelo ETD pode ser suficiente para matar o vírus, permitindo que as compressas sejam usadas várias vezes. Os aeroportos devem confirmar com a autoridade sanitária local.

Se houver necessidade de realizar uma revista manual, os APACs devem adaptar sua metodologia para evitar ficar cara a cara com os passageiros ou as outras pessoas a serem examinadas. Uma das maneiras é fazer a revista manual ficando por trás das pessoas.

Os operadores devem trocar as luvas após cada revista manual.

Inspeção da bagagem de cabine e de outros itens transportados

Para o controle com ETD, aplica-se a mesma metodologia usada no controle dos passageiros – uma compressa por bandeja.

Ao usar o equipamento do sistema de detecção de explosivos (EDS), os operadores devem limitar o uso da revista manual ao mínimo necessário.

Quando a natureza de um artigo não estiver clara, a bagagem deve ser examinada novamente, usando, sempre que possível, um ou mais dos seguintes métodos:

  • Equipamento de raio-X, por meio do qual o operador examinará a bagagem em um ângulo diferente daquele usado durante o controle inicial;
  • Cães para detecção de explosivos.
  • Equipamentos de detecção de resíduos de explosivos

No caso em que a revista manual for necessária, os operadores devem trocar de luvas após cada revisão.

Ao fazer o controle de líquidos, aerossóis e géis, os desinfetantes para mãos à base de álcool podem ser dispensados desse controle, se o órgão regulador do aeroporto assim o permitir.

Essa dispensa deve ser concedida após uma verificação visual para determinar se o produto é realmente um desinfetante para mãos.

Proteção dos agentes de controle

Quando o pessoal da inspeção de segurança estiver de serviço devem ser fornecidas luvas descartáveis. Se possível, também devem ser fornecidas máscaras cirúrgicas, bonés dos uniformes ou toucas médicas descartáveis, óculos e roupas de proteção, de acordo com cada caso, conforme orientações do órgão de controle sanitário do país.

Deve ser prestada atenção aos seguintes pontos:

  • as mãos devem ser desinfetadas antes de vestir o equipamento de proteção individual (EPI);
  • as máscaras de proteção devem ser trocadas a cada 4 horas;
  • as toucas devem cobrir totalmente o cabelo, incluindo os cabelos pequenos na linha da testa;
  • •       os cabelos longos devem ser amarrados no alto da cabeça e colocados dentro da touca e os lados da touca devem ficar perto dos lados das orelhas ;
  • o equipamento de proteção precisa ser trocado imediatamente após uma exposição a sangue, vômito ou outros fluidos corporais potencialmente contagiosos;
  • os óculos reutilizáveis devem ser rapidamente esterilizados e secados após cada uso;
  • as mãos não devem tocar a face ao retirar o equipamento de proteção, e
  • o equipamento de proteção retirado deve ser colocado nos sacos de lixo médico.

Pode ser implementado um método para recolher as luvas descartadas (e as compressas) por serem considerados materiais perigosos.

No caso dos funcionários que trabalham nos pontos de controle, eles devem evitar tocar nos cartões de controle de acesso de outras pessoas.

Sinalização para passageiros

A fim de promover as melhores práticas para diminuir a propagação do COVID-19, os Estados podem solicitar aos operadores aeroportuários que forneçam cartazes informando o público sobre as medidas a serem tomadas.

Esses cartazes devem ser visíveis por todos os passageiros que se aproximam do ponto de inspeção.

Pode ser necessário substituir as informações contidas neste comunicado, pelas regulamentações locais.

O Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI), associação comercial dos aeroportos do mundo, foi fundada em 1991 com o objetivo de promover a cooperação entre os aeroportos membros e outros parceiros da aviação mundial, incluindo a Organização Internacional da Aviação Civil, a Associação Internacional de Transportes Aéreos e a Organização de Serviços de Navegação Aérea Civil. Ao representar os interesses dos aeroportos durante as principais fases do desenvolvimento de políticas, a ACI contribui significativamente para garantir um sistema global de transporte aéreo que seja seguro, confiável, centrado no cliente e ambientalmente sustentável. Em janeiro de 2020, a ACI tinha 668 membros, operando 1979 aeroportos em 176 países.

Fonte: ACI

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