Como está a recuperação da aviação chinesa e o que esperar para o Brasil

Novos dados da consultoria de inteligência para aviação OAG têm demonstrado que o reaquecimento da aviação chinesa aparentemente estancou no começo do mês de abril, após ter mostrado uma promissora melhora no mês de março.

Segundo a análise, que pode ser observada com detalhes no quadro mais abaixo, a oferta de voos na China voltou a cair na primeira semana de abril, chegando a um patamar 46,2% inferior ao mesmo período do ano passado (ou seja, há quase 50% menos voos hoje do que a um ano atrás).

Esse número de abril representa uma piora em relação ao mês de março, quando esse percentual chegou à casa dos 37%. Antes disso, no começo de fevereiro, quando a China estava no auge da epidemia, a oferta de voos era de 82% menos do que o ano passado.

Como se observa no quadro acima, a linha preta representa a oferta de voos em 2019, enquanto que a amarela é 2020. Após a grande retração de fevereiro, a curva amarela voltou a subir para então estabilizar e, então, voltar a cair no começo de abril.

Essa nova retração pouco tem a ver com as novas restrições de viagens impostas pelo governo chinês para conter a entrada do coronavírus “importado”, já que os voos internacionais já estavam cancelados havia um tempo. A nova queda tem relação com mais voos domésticos cancelados.

Segundo reportado pelo China Aviation Daily, o economista-chefe da IATA, Brian Pearce cita que a China está voltando ao trabalho e relaxando as restrições de viagem doméstica. Os fatores de carga atuais estão na casa dos 60% ou inferiores, mostrando que a confiança dos passageiros está voltando também, embora lentamente.

Assim, ainda que exista o subsídio do governo para as empresas aéreas chinesas, essas ainda estão reticentes de colocar toda sua malha aérea para operar, mesmo as estatais, sob risco de queimar milhões de dólares apenas para aparentar que está tudo voltando ao normal.

Como está a oferta de voos em vários países

A tabela a seguir mostra a mudança no número de voos partindo de vários países para cada semana desde segunda-feira, 13 de janeiro de 2020 até agora, em comparação com a mesma semana de 2019. Note que, passados três meses, os países que foram inicialmente atingidos ainda não começaram a recuperar.

Globalmente, o número de voos programados caiu para 59% em relação à mesma semana do ano passado. As reduções de capacidade continuaram em todos os principais mercados, com um número de países agora com menos de 10% do volume de voos que foram operados para esta semana há um ano.

Ou seja, a maior parte do mundo, incluindo o Brasil (que não está listado abaixo), continua cortando voos e a retomada pode demorar muito mais do que três meses, quem sabe um ano ou mais. Se a China, com grande território e uma quantidade muito relevante de voos domésticos demonstra dificuldade de se reerguer, o mesmo deve acontecer na maioria dos lugares.

Para o Brasil, deve-se observar algo similar ao que aconteceu na aviação chinesa, com uma recuperação ligeira nos primeiros meses após a epidemia estar controlada, seguida de um platô que vai subindo gradativamente na medida em que a economia se recupera (dependendo do tamanho da recessão) e com a reabertura de fronteiras para o voos internacionais.

Fonte: AEROIN

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