Embraer: a aviação regional vai liderar a retomada da indústria aeronáutica

Presidente da fabricante brasileira de aeronaves, Francisco Gomes Neto diz que empresa vai sair mais forte da crise, ao comentar prejuízo de R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2020

Após reportar um prejuízo de R$ 1,28 bilhão no primeiro trimestre de 2020, ante perda de 160,8 milhões no mesmo período do ano passado, a Embraer realizou uma teleconferência na qual o presidente da empresa, Francisco Gomes Neto, comentou os resultados, sem pessimismo. Pelo contrário, acredita que a companhia vai sair mais forte da crise. Além da pandemia de covid-19, que tirou do ar o setor de aviação, a Embraer sofreu o impacto do fim da parceria com a norte-americana Boeing. 

“Estou convencido de que temos oportunidades para tornar a Embraer mais simples e mais eficiente. Vamos sair da crise de uma maneira mais enxuta e mais competitiva para crescer de forma lucrativa nos próximos anos”, afirmou o CEO da fabricante brasileira de aeronaves.

De acordo com o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Antonio Carlos Garcia, a Embraer vai buscar reparações na arbitragem aberta contra a Boeing. “Há cerca de um mês, a Boeing terminou a parceria. A Embraer estava em conformidade com tudo e vai trabalhar na arbitragem para obter toda e qualquer reparação possível. Mas a companhia prefere não falar de arbitragem por causa do acordo de confidencialidade”, disse.

Garcia também anunciou que a empresa está discussão com bancos nacionais e internacionais para alavancar linhas adicionais de financiamento. O diretor não detalhou valores, mas o mercado estima operações de US$ 600 milhões em capital de giro. “Teremos novidades nas próximas semanas”, afirmou.

Segundo ele, a pandemia teve maior impacto na aviação comercial. “Na executiva nem tanto, está bem resiliente, assim como na área de defesa e segurança”, afirmou. Garcia garantiu que a Embraer não recebeu nenhum pedido de cancelamento, no entanto a empresa está ajustando o cronograma de entrega para alguns clientes, o que pode provocar adiamentos. “Além disso, mercados chaves da Europa e dos Estados Unidos já estão retomando a atividade e, em muitos casos, usando jatos comerciais menores, que deverão liderar a recuperação do mercado aéreo”, destacou.

No primeiro trimestre, a empresa fez cinco entregas de aviões comerciais, frente a 11 no primeiro trimestre de 2019. Na aviação executiva, foram nove entregas frente a 11 no mesmo período do ano passado. “A liquidez da Embraer permanece sólida. A companhia fechou o trimestre com caixa total de US$ 2,5 bilhões, sem grandes vencimentos antes de 2022”, disse. “O recado da companhia é de solidez, com capacidade para retomar as operações normais”, acrescentou.

Fonte: Correio Braziliense

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