DECEA implementa Projeto de Setorização Vertical na Região de Informação de Voo de Brasília

O projeto tem articulado de forma eficaz as esferas técnica e operacional, tornando possível a viabilização da setorização vertical

Com o desenvolvimento da aviação como principal meio de transporte no País, torna-se necessário criar condições de receber mais aeronaves no espaço aéreo, mantendo, porém, os elevados índices de segurança dessas operações.

Para aumentar a capacidade do espaço aéreo e absorver essas novas demandas, o Grupo de Estudos para Planejamento do Espaço Aéreo (GEPEA) coordenou a implementação do Projeto de Setorização Vertical na Região de Informação de Voo (FIR) de Brasília, gerando maior fluidez e diminuindo a complexidade dos setores do espaço aéreo – sem prejuízos à segurança operacional. Assim, mais voos passarão pela mesma porção do espaço aéreo, monitorados por controladores diferentes, dependendo da sua altitude.

De acordo com o chefe do Subdepartamento de Operações (SDOP) do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Brigadeiro do Ar Eduardo Miguel Soares, a implantação da setorização vertical é um objetivo antigo que proporcionará benefícios indiscutíveis: “Haverá um aumento significativo na capacidade dos setores, o que proporcionará maior segurança e fluidez no tráfego aéreo”.

O projeto tem articulado de forma eficaz as esferas técnica e operacional, tornando possível a viabilização da setorização vertical. Sobre as ações do projeto, o chefe do Subdepartamento Técnico (SDTE) do DECEA, Brigadeiro Engenheiro Dalmo José Braga Paim, pontuou: “O Brasil dispõe de tecnologia de ponta, o que viabiliza a implementação desse conceito de maneira plena no País com padrões internacionais”.

De forma resumida, o projeto criou setores sobrepostos, com limites verticais diferentes: os setores inferiores (LOWER SECTORS) e os superiores (UPPER SECTORS). No caso do espaço aéreo da FIR Brasília, o setor inferior vai do solo até a altitude de 35 mil pés, enquanto o superior compreende a altitude de 36 mil pés, ou acima.

Esses setores serão aplicados nos horários de maior movimento de aeronaves, ou seja, quando se perceber o aumento significativo do número de voos, o Centro de Controle poderá dividir os setores verticais e aumentar a capacidade de absorção dos tráfegos. Nesse sentido, o comandante de CGNA, Coronel Aviador Marcelo Jorge Pessoa Cavalcante, destacou que: “A verticalização proporcionará mais fluidez e maior volume de tráfego aéreo, além de otimizar o trabalho dos controladores”.

Consoante às diretrizes do projeto, durante todo o tempo, as aeronaves serão monitoradas por controladores de tráfego aéreo, que realizam a transferência e a coordenação entre esses setores, oferecendo um serviço dentro dos padrões internacionais de qualidade e eficiência, de acordo com as normas da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). O gerente do projeto, Capitão Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Joaquim Tavares Lobo Junior, enfatizou a qualidade técnica e operacional, além do potencial do projeto: “O Brasil está preparado para avançar nos conceitos de gerenciamento do espaço aéreo e se colocar ao nível do que ocorre atualmente nos países cujas estruturas de espaço são referência mundial”.

Com a implementação da verticalização, o controle de tráfego aéreo ganha flexibilidade e os usuários do espaço aéreo podem manter as trajetórias mais curtas, além de contornar, da melhor forma, eventuais situações adversas, como degradação de infraestrutura ou meteorologia de tempo severo.

Fonte: DECEA

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