Resiliência

Muitas empresas aéreas desapareceram ao longo dos 100 anos de história da aviação, mas a Indústria sempre saiu fortalecida de cada crise que enfrentou

A Xerox não resistiu aos computadores e ao e-mail, depois de ter inventado o mouse, mola propulsora da popularização dos computadores.  A Kodak capitulou em face das câmeras digitais que ela mesma inventou.  A Westinghouse popularizou a eletricidade de corrente alternada, base da nossa vida moderna, mas já quase nem existe mais.  Da saudosa Light, dos bondes e lampiões de gás, restou só uma memória na mente dos mais idosos.

O mundo dos negócios é implacável.

Perca a sintonia com seus mercados, deixe de prestar atenção na evolução tecnológica, perca agilidade em meio à sua burocracia interna, e seu futuro pode se esvanecer.

Muitas empresas aéreas também desapareceram, ao longo dos 100 anos de história da aviação, mas a Indústria sempre saiu fortalecida de cada crise que enfrentou.

Após a I Guerra Mundial a madeira foi substituída pelo alumínio na construção aeronáutica; da II Guerra Mundial veio a era dos jatos; a crise do petróleo dos anos 70 popularizou os motores turbofan; o 11 de setembro trouxe os novos procedimentos de segurança para aviões e aeroportos, e não há dúvida que após a Covid novos procedimentos aeroportuários, mais eficientes, serão adotados.

Mas a necessidade de viajar, o desejo de rever parentes ou de conhecer novas paragens, a busca de novas oportunidades ou o ímpeto de participar de atividades esportivas ou culturais, essas forças motrizes continuarão fortes e presentes, e as viagens aéreas continuarão sendo necessárias.

Retomada das viagens

Onde a vacinação ou as medidas de controle da pandemia foram mais efetivas, as estatísticas já mostram uma forte retomada das viagens – no feriado do Memorial Day deste ano, nos Estados Unidos, já foram transportados mais de 1,9 milhões de passageiros, 76,2% do total transportado no mesmo dia em 2019.

Resiliência e confiança, portanto, são as palavras de ordem nas empresas aéreas brasileiras.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal AirConnected

Adalberto Febeliano
Adalberto Febeliano é engenheiro, pós graduado em administração pela FGV-SP e Mestre em Economia do Transporte Aéreo pelo ITA. Professor de Economia do Transporte Aéreo e de Planejamento do Transporte Aéreo no curso de aviação civil da Universidade Anhembi Morumbi por 7 anos, tem mais de 25 anos de experiência em aviação e transporte aéreo, tendo trabalhado em empresas como Mesbla Aviação, Líder Táxi Aéreo e GE Celma. Foi Diretor Executivo da ABAG – Associação Brasileira de Aviação Geral, Diretor de Relações Institucionais da Azul Linhas Aéreas e atualmente é Vice-Presidente de Operações Aéreas da MODERN Logistics, da qual é um dos sócios fundadores. É Diretor Adjunto da Divisão de Logísitca e Transportes do Departamento de Infraestrutura da FIESP e Conselheiro do Conselho Superior da Indústria da Construção Civil da mesma entidade.

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