Aeroportos – da queda à retomada pós Pandemia

A aviação regional foi a maior beneficiada com a retomada do setor. Vários voos regionais foram restabelecidos além de novas rotas entre aeroportos que não tinham ligação

O Sistema aeroportuário mundial sofreu, e ainda sofre, com a redução da mobilidade das pessoas, sejam elas motivadas por falta de segurança sanitária, medo de contato com outras pessoas ou até mesmo, prevenção e cuidado com os próximos.

Esse foi o cenário no último ano neste importante setor da economia mundial.

No Brasil não foi diferente. Vivemos um período complicado, com vários aeroportos fechados, apenas a malha essencial funcionando.

Felizmente passamos a pior fase. Já vemos uma nova fase de recuperação no setor, especialmente nas regiões onde o turismo é mais forte e em regiões onde temos algum apelo de agribusiness.

Nessas regiões a retomada se deu com maior rapidez e consistência, superando expectativas.

Tudo isso se deve pelo avanço da vacinação no país, pelos protocolos rígidos de biossegurança que os operadores de aeroportos e as companhias aéreas empregaram para melhor atender os passageiros e pela necessidade inerente de crescimento que impera no país, com um avanço da economia no período.

Não que o setor já tenha retomado sua normalidade, longe disso! Estudos mostram que ainda sofreremos impactos importantes referentes à pandemia por mais 5 a 10 anos. Mas já temos um novo norte a ser seguido, com essas mudanças incorporadas no nosso dia a dia.

Além de todos os problemas relatados acima, podemos identificar oportunidades para o setor aeroportuário.

A aviação regional foi a maior beneficiada com a retomada do setor. Vários voos regionais foram restabelecidos, além de novas rotas entre aeroportos que não tinham ligação.

Novas empresas estão se estabelecendo no Brasil. Como a própria ITA que iniciou seus voos nesta semana e outras que já pediram seu registro junto à ANAC.

Todo o setor vive momentos de expectativa e crescimento, fazendo com que empresários brasileiros e estrangeiros acreditem nessa retomada do setor.

Os últimos leilões de aeroportos, sejam federais, estaduais ou municipais, mostram essa crença no setor, com valores aportados de forma bastante agressiva.

Tudo isso mostra a grande força econômica do setor, seja atraindo novos investidores seja mostrando seu papel no desenvolvimento do país.

Fica ainda a pergunta: Teremos céu de Brigadeiro à frente?

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal AirConnected

Marcelo Bisordi
Formado em Engenharia Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie MBA em Administração, Economia e Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Marcelo atuou em obras na área de Operações pela empresa Gafisa, antes de ingressar no Grupo Camargo Corrêa, em 1986. Começou sua atuação na empresa executando obras e passou a atuar também na área Comercial. Em 1992, ocupou o cargo de gerente da área Comercial de Energia e Infraestrutura. Foi transferido para o Escritório de Brasília, em 2006, onde atuou na direção da área Institucional. Em 2009, assumiu o cargo de diretor comercial de Energia. Assumiu o cargo de Vice Presidente Institucional em 2011. Assumiu também a Vice Presidência Comercial do Brasil e América Latina a partir de 2015. Participou da construção de importantes empreendimentos, como: metrô da Avenida Paulista, primeira grande ampliação do Shopping Iguatemi (SP), Ponte Rio Niterói, Autoban, Nova Dutra, Porto Primavera, Tucuruí e Serra da Mesa. Participou também da estruturação de negócios como a Concessionária do Estacionamento de Congonhas, primeira concessão na área aeroportuária, Concessão da Nova Dutra e da Ponte Rio Niterói, além da criação da Camargo Corrêa Rodovias (CCR), em 1997. Mais recentemente, participou do processo de captação das obras da Usina de Belo Monte, onde participou como conselheiro no consórcio construtor da Usina. Atualmente, Ocupa o cargo de Diretor da Divisão Aeroportos do Grupo Socicam desde setembro de 2018. Responsável pela gestão dos aeroportos do Grupo. Participou da captação dos novos aeroportos de Ilhéus, Vitória da Conquista e do Bloco Centro Oeste de aeroportos (Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta), este último, em um leilão da ANAC, Agencia Nacional de Aviação Civil.

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