ARATOR 5C inicia testes para voos com uso de rede móvel

Com a expansão da infraestrutura implementada pelas operadoras de rede móvel, assim como o avanço de novas tecnologias nessa área, será possibilitado futuramente alcances de comunicação cada vez maiores e operações mais estáveis

Em maio de 2021, a ANAC emitiu o CAVE (Certificado de Autorização de Voo Experimental) para o RPA Arator, da XMobots, realizar voos com o uso de rede móvel, sem rádio, ou seja, para voos NRLOS (No-Radio Line of Sight – Além da visada visual sem rádio), num alcance de 5km, até 400ft. 

Atualmente, a comunicação entre a estação de controle em solo e aeronave é estabelecida via enlace de rádio. Este tipo de comunicação tem por vantagem a independência da infraestrutura local para a operação, no entanto seu alcance é limitado ao alcance do rádio. Com a implementação dessa nova tecnologia, a comunicação entre a estação de controle em solo e aeronave é feita por meio da rede móvel celular, expandindo a capacidade de operação para cenários e condições que seriam inviáveis para o sistema de comunicação tradicional, devido às suas limitações. 

Com a expansão da infraestrutura implementada pelas operadoras de rede móvel, assim como o avanço de novas tecnologias nessa área, será possibilitado futuramente alcances de comunicação cada vez maiores e operações mais estáveis, tanto em ambientes urbanos como no meio rural.   

De fato, no Brasil, ainda há grandes e extensas áreas que não contam com a tecnologia da rede móvel, porém conforme o mercado de telecomunicações avança para oferecer melhores coberturas, as operações com drones também poderão caminhar em paralelo para se aperfeiçoarem ao uso amplo da tecnologia. 

Com a autorização emitida, a XMobots começa a utilizar a nova tecnologia em caráter de testes, permitindo o voo além da visada (operações BVLOS) em cenários mais desafiadores, como regiões próximas a áreas urbanas que já contam com a cobertura da rede móvel. 

O ganho de maturidade desta nova tecnologia é uma das portas de entrada para as futuras operações em ambientes urbanos, envolvendo inclusive o gerenciamento de tráfego aéreo para as aeronaves remotamente pilotadas, como é o caso do XUTM, em desenvolvimento pela XMobots, para uso por autoridades da aviação, empresas privadas e pilotos. 

Este é mais um passo da XMobots nas certificações de suas aeronaves, se preparando para um cenário próximo de ampla ou completa cobertura da rede móvel no país e para o desenvolvimento de drones autônomos na oferta de oportunidades de serviços. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal AirConnected

Giovani Amianti
Engenheiro mecatrônico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Giovani Amianti começou a se interessar por drones em 2004, enquanto finalizava sua graduação. Já idealizando a criação da XMobots, ele ingressou no mestrado da Poli tendo como projeto de pesquisa o desenvolvimento do VANT Apoena 1000B. Em 2007, Giovani fundou oficialmente a XMobots, empresa que nasceu incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia da USP (Cietec-USP) e que atualmente está sediada na cidade de São Carlos, um dos maiores celeiros tecnológicos do Brasil. Hoje, Giovani é CEO da companhia, estando à frente de projetos já consagrados no mercado nacional de VANTs, como os drones Nauru 500C, o primeiro VTOL híbrido do mercado brasileiro, Arator 5B, primeiro equipamento para voos acima de 400 pés com aprovação de projeto da ANAC e o Dractor 25A, o primeiro e único drone brasileiro que mapeia e pulveriza; além do já consagrado Echar 20D e outros projetos que transformaram a XMobots na principal empresa brasileira especializada em RPAs.
spot_img

Principais da Semana