2ª. edição do AirConnected – Transporte Aéreo Resiliente, Flexível e Tecnológico retoma com encontro presencial e reforça esperança para o setor aeroespacial

Autoridades e principais players da aviação discutiram o futuro aéreo pós – pandemia

O atual cenário do transporte aéreo de passageiros e cargas e a infraestrutura aeroportuária foi pauta de discussão na 2ª. edição do AirConnected – Transporte Aéreo Resiliente, Flexível e Tecnológico, que começou na última quarta-feira e terminou na sexta, no Centro de Convenções Frei Caneca,  em São Paulo. Neste ano, o evento teve o formato híbrido, sendo dias 01 e 02 presencial, com transmissão simultânea no digital, e dia 03 somente digital.

Junto ao Connected Smart Cities & Mobility, foram mais de 300 palestrantes e, aproximadamente, 600 pessoas que compareceram nos dois primeiros dias de evento, além de 2.400 acessos na plataforma de transmissão online.  

“Estamos muito felizes em reunir todo o ecossistema do transporte aéreo novamente e testemunhar o empenho de todos os players para acelerar a retomada da atividade. É um novo ciclo de mudanças que estamos testemunhando”, disse na abertura do evento, Paula Faria, CEO da Necta e organizadora do evento, em parceria com o Fenelon Advogados.

Primeiro Dia

O primeiro dia do evento contou com a presença de autoridades do setor aeroespacial. Estiveram presentes: 

  • Alexandre Monteiro, Presidente – RIOgaleão;
  • Dyogo Oliveira, Presidente  – Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (ANEAA);   
  • Eduardo Miguel Soares – Brigadeiro do Ar, Chefe do Subdepartamento de Operações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA); 
  • Eduardo Sanovicz, Presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR);
  • Filipe Pereira dos Reis, Diretor de Aeroportos, Passageiros, Carga e Segurança para as Américas da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA);
  • John Rodgerson, Presidente da Azul;
  • Jerome Cadier, CEO – LATAM; 
  • José Ricardo Botelho, Diretor Executivo e CEO da Latin American & Caribbean Air Transport Association (ALTA); 
  • Juliano Noman, Presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC);
  • Martha Seillier, Secretária Especial do PPI –  Programa de Parcerias de Investimentos
  • Paulo Kakinoff, Presidente da Gol Linhas Aéreas; 
  • Rafael Echevarne, Diretor-geral do Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe ( ACI-LAC);
  • Ricardo Catanant,  Diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC); e,
  • Ronei Glanzmann, Secretário Nacional da Secretaria de Aviação Civil (MINFRA).

O Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, participou por telão para fechar as mesas do dia 01 e reforçou a importância da participação da iniciativa privada na composição de investimentos em infraestrutura aeroportuária. “Os investimentos por meio de concessões em equipamentos regionais podem aumentar o número de aeronaves e de assentos. Passado o momento mais crítico da pandemia, demos continuidade aos leilões de concessão. Avançamos na construção de bons contratos e ficamos felizes com os resultados. As companhias aéreas conseguiram superar a crise e as empresas conseguiram fazer a travessia em um dos momentos mais duros”, afirmou.

Segundo Dia

No segundo dia, seguiram os painéis em formato de mesas redondas. Os desafios e oportunidades para o setor na retomada das viagens internacionais foram discutidos, considerando a exigência de certificados de vacinação e acordos internacionais. Fabiana Todesco, diretora do Departamento de Planejamento e Gestão da Secretaria de Aviação Civil /Ministério da Infraestrutura, comentou que a padronização dos protocolos e exigências solicitadas pelos países para a entrada e saída de passageiros será determinante para a recuperação do setor. “Independente da questão da soberania de cada país, a conectividade internacional envolve um trabalho em conjunto de todos os países. Sem isso não haverá uma recuperação do transporte aéreo tão rápida. E não estamos falando apenas de passageiros, mas também do transporte aéreo de cargas, que é estratégico para as cadeias de produção e distribuição de vacinas, além de outros insumos hospitalares”, afirmou.

Segundo o superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da ANAC, Rafael José Botelho, o movimento de recuperação já começou. “Até o final deste ano devemos chegar ao topo da curva de movimentos de 2019. No internacional, dependemos das restrições de cada país. Estamos em momento de recuperação da confiança do passageiro, com estímulo aos movimentos domésticos, remoção gradual das medidas restritivas e incentivos ao ecossistema da aviação”, disse. 

Rodadas de Negócios

Ao longo dos dois dias, no formato presencial, e também digital, o AirConnected, somado ao Connected Smart Cities & Mobility, contou com 56 empresas participando das Rodadas de Conexões e Negócios. Foram 82 reuniões que movimentaram o mercado das organizações em busca de solucionar problemas e discutir projetos de sustentabilidade e infraestrutura, tanto no contexto do setor aeroespacial, como em cidades inteligentes.

“Considero que o evento foi um sucesso, principalmente pelo objetivo que era promover o diálogo entre os principais players e stakeholders do setor aéreo. Isso aconteceu nos painéis e também na oportunidade de muitas pessoas poderem retomar o encontro presencial, seguindo todos os protocolos”, disse Ricardo Fenelon, sócio-diretor do Fenelon Advogados e parceiro do AirConnected – Transporte Aéreo Resiliente, Flexível e Tecnológico.

Patricia Esteves
Assessora de Imprensa da Necta - Conexões com Propósito

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