Começaram as obras do primeiro polo de aviação de Goiás

O empreendimento Antares Polo Aeronáutico foi lançado em outubro de 2020 e as obras de terraplenagem começaram em 15 de julho

Como já abordamos aqui no blog, em outubro de 2020 um evento virtual marcou o lançamento do primeiro polo de aviação de Goiás que contou com a participação do diretor de Planejamento Urbano da Urban SytemsAndré Cruz, o Antares Polo Aeronáutico que está sendo construído em Aparecida de Goiânia (GO). Em 15 de julho de 2021 o Polo começou a sair do papel com o início efetivo das obras. Atualmente o projeto encontra-se na fase de terraplanagem do terreno. A construção do empreendimento será realizada em quatro fases.

De acordo com informações veiculadas pelo portal especializado em aviação PanRotas*, a conclusão da primeira fase está prevista para 2024, com pista de pouso funcionando, 72 lotes entregues, de um total de 455 lotes previstos no projeto final, além de área de embarque e desembarque e toda a infraestrutura necessária para os hangares, como energia elétrica, sistema de abastecimento de água, pavimentação asfáltica e toda a área fechada com portaria monitorada. Rodrigo Neivas, diretor comercial do Antares Polo Aeronáutico conta que “com a pandemia precisamos repensar nosso planejamento, tanto para o início das obras como para a comercialização. Colocamos a Venda 72 áreas, destas comercializamos 30%. Existem várias negociações em curso com clientes fora do estado, especialmente. Retornamos os trabalhos de comercialização após o início das obras, que foi em 15 de julho.”

“A previsão de entrega da primeira etapa é até 2024, quando serão entregues 72 lotes, pista de pouso de 1.800 m funcionando, além de área de embarque e desembarque e toda a infraestrutura necessária para os hangares, como energia elétrica, sistema de abastecimento de água, pavimentação asfáltica e toda a área fechada com portaria monitorada. Também entregaremos o cercamento de todo perímetro do Sítio Aeroportuário, todas as táxi da primeira etapa, balizamento noturno, estacionamento, pátio do terminal, ou seja, quem adquirir sua área só restará a construção do seu hangar e início de suas operações. Atualmente, a obra está num momento de terraplanagem, depois passaremos para as obras de fundações” conta Neiva.

A pista de pouso será capaz de receber todos os modelos de aviação geral, jatos executivos, monomotores e bimotores. Outro estudo que está sendo desenvolvido pelas empresas responsáveis é para permitir que a sinalização e iluminação da pista sejam alimentadas por energia solar. Além disso, a pista de pouso terá valetas de infiltração para a drenagem da água da chuva. Outro destaque do projeto é o fato de que as áreas não serão concessões, os lotes serão vendidos e as empresas serão proprietárias dos seus espaços, com incentivos fiscais por 20 anos.

Estudo

Urban Systems foi a responsável pelo estudo de potencial de mercado do projeto, de responsabilidade das empresas Tropical Urbanismo, Innovar Construtora, CMC Engenharia, BCI Empreendimentos e Participações e RC Bastos Participações.

Desde 2013 a Urban Systems acompanha e estuda projetos de Aeroportos Regionais, com o dimensionamento de demanda de passageiros e o dimensionamento de demanda comercial. No caso do Antares Polo Aeronáutico a Urban Systems realizou o estudo de potencial de mercado por meio de pesquisas com pilotos e proprietários de aeronaves e players do mercado imobiliário. Os estudos realizados em 2019 mostraram ótimos resultados tanto para o mercado de aviação, quanto para o mercado imobiliário, o que tem sido confirmado pela grande procura por empresas para se instalarem no local.

“Os estudos feitos mostram que, além de explorar o enorme potencial do Centro-Oeste para a aviação geral, o Antares poderá reduzir significativamente a altíssima dependência que há hoje da aviação executiva em relação aos grandes aeroportos. Precisamos de mais aeroportos dedicados à aviação executiva”, afirma Rodrigo Neiva, Diretor Comercial do Antares.

O empreendimento vai ocupar uma área de 209 hectares e deve atrair empresas de táxi aéreo, serviço aero médico, manutenção, hangaragem, escolas para formação de pilotos e estrutura de apoio, com comércio, restaurantes e hotel. A expectativa é atrair também indústrias, em especial fábrica de peças aeronáuticas, turbinas e motores para aviação, entre outros. Além de empresas voltadas para o segmento de logística.

Ainda segundo informações do PanRotas, já adquiriram lotes no Antares empresas como Quick Aviação, Agrícola Cunha, H.Egídio Group, Sementes Santa Fé, Grupo Tecnoseg e Andreia Dourado. Neiva comenta ainda sobre o atual momento de retomada e as expectativas para a venda da primeira e segunda fase do empreendimento: “O interesse é muito grande por todas as empresas que vivem ou dependem deste setor da aviação. As necessidades são imediatas especialmente neste momento de retomada. Por isso, a nossa expectativa é de que assim que a pista ficar pronta já teremos concretizado a venda desta primeira etapa, seguindo para segunda. Nessa ocasião já estaremos em operação e o Antares será um grande polo da aviação geral no Brasil. Já adquiriram áreas do Antares empresas de manutenção, de logística, de aviação executiva e investidores em geral.”

O Polo Aeronáutico

O Antares Polo Aeronáutico conta com um investimento estimado em R$ 100 milhões. A área do aeródromo terá 209 hectares, com um projeto voltado para aviação de negócios, manutenção e operações logísticas.

O Centro-Oeste concentra grande parte da movimentação da aviação executiva no Brasil e o Antares quer absorver parte dos 63 mil pousos e decolagens realizados na região todos os anos.

“Aparecida de Goiânia converge todas as potencialidades que um projeto como esse requer. É altamente industrializada e está no coração do país, a 210 quilômetros do Distrito Federal. É um polo que está sendo construído próximo a dois aeroportos internacionais, o de Brasília e o de Goiânia. Também teremos acesso fácil com modais de transporte rodoviários e ferroviários. Portanto, será um empreendimento que irá agregar significativamente à economia goiana, e irá consolidar a vocação de Aparecida de Goiânia para ser uma smartcity”, argumenta Neiva.

Saiba mais sobre o case Antares Polo Aeronáutico

Conteúdo elaborado pela redação Urban Systems

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