Aviação executiva sem segurança não é aviação executiva

Saiba como escolher o seu voo privado, seguro e com tranquilidade

Segurança. Qualidade. Privacidade. Essas são as principais características da aviação de negócios no Brasil, braço importante da mobilidade, principalmente para os diversos mercados, como entretenimento, agronegócios e para o transporte de autoridades. Sem essas qualidades, a aviação executiva perde a sua singularidade ou sua autenticidade, sendo primordiais para um bom andamento dessa área. 

Um dos diferenciais da aviação executiva é a sua alta abrangência, principalmente por se tratar de um país com dimensões continentais como o Brasil. Por isso, é muito utilizada para que a agilidade e flexibilidade se façam presentes nos negócios. Porém, é preciso ter alguns cuidados antes de contratar o serviço.

Contratação do táxi aéreo: o que fazer e não fazer

A avaliação técnica e operacional é primordial, pois garante a  segurança do voo. Ao contratar um táxi aéreo é preciso, primeiramente, verificar as medidas reguladoras que a empresa adota, como a presença de certificados, o número de horas voadas e os treinamentos que as equipes e os pilotos possuem. 

A análise comercial, o gasto com a viagem, por exemplo, deve ser coadjuvante. Empresas que apresentam viagens muito baratas em relação a outras devem ser analisadas com cuidado, pois, caso seja muito mais barato, elas podem não estar respeitando a RBAC 135 (Regulamento Brasileiro da Aviação Civil), isto é, as diretrizes primordiais que buscam a segurança e o conforto de um voo, que exigem diversos requisitos, procedimentos, treinamentos constantes e investimentos. Quando há essa discrepância nos preços das viagens que, no caráter econômico, parecem ser mais ‘atrativas’, mas pode ser o que chamamos  de ‘táxi aéreo pirata’ ou ‘Taca’. 

Os preços desses podem chegar até 40% mais barato que um táxi aéreo regulamentado e pode não ser explícitas as informações sobre: manutenção da aeronave; acesso aos documentos, se estão em dia; a qualificação dos pilotos e os certificados que a empresa possui. Para evitar casos assim, no site da ANAC há uma opção de consulta online que mostra a regularidade das empresas e quais as aeronaves que estão autorizadas a operar em táxi aéreo. No site da ANAC é possível acessar essas informações.

A escolha da aeronave correta para o tipo de missão também deve ser avaliada com atenção. Ela deve ser capacitada para operar nos aeródromos que serão usados na decolagem e no pouso; sua manutenção e documentação completa devem estar em dia. Leve também em consideração as características que a aeronave possui: quantos passageiros comporta, qual a capacidade das bagagens e como é sua distribuição interna. E, na hora do embarque, verifique se a aeronave possui o mesmo prefixo informado pela empresa na contratação do fretamento. 

As aeronaves homologadas devem ter um adesivo, normalmente, localizado próximo à porta, com a frase ‘TRANSPORTE PÚBLICO’, como também a empresa deve ter sede no Brasil e ser obrigada a contratar seguros. Devem também sempre contar com uma tripulação composta por dois pilotos treinados anualmente em simuladores de voo e, regularmente, auditadas pela ANAC e demais empresas privadas para atestar que todas as regras estão sendo seguidas rigorosamente, para garantir sua operação e segurança. Caso a empresa não esteja cumprindo todos os regimes necessários para a prática de táxi aéreo, é possível denunciá-la à ANAC, pois além de estar infringindo o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), ela está colocando em risco a segurança dos passageiros.

Outro ponto para se levar em consideração no processo de contratação desse serviço é a reputação da empresa. Selos, certificados, treinamentos, simuladores, adequações de instalações, manutenções e até admissão de pilotos são um dos quesitos que preenchem como a empresa se porta. O International Standard for Business Aircraft Operations (IS-BAO), por exemplo, estabelecido pelo International Business Aviation Council (IBAC) é um dos principais selos de qualidade e de segurança no mercado da aviação executiva internacional. 

Com todas essas informações, o cliente consegue realizar a contratação com mais segurança do seu voo com uma empresa de aviação executiva regulamentada. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal AirConnected

Bruna Assumpcao
Bruna Assumpcao
Bruna é formada em Administração de Empresas pelo Centro Universitário FUMEC, possui MBA em Gestão de Shopping Center pela Fundação Getúlio Vargas – SP, Especialização em Gestão de Negócios e MBA Executivo Empresarial pela Fundação Dom Cabral, além de graduação no curso Parceria de Desenvolvimento de Acionistas também pela Fundação Dom Cabral – BH. Sua trajetória profissional iniciou-se em 2004 como estagiária do Departamento Financeiro no Shopping Pátio Savassi - Grupo Multiplan, onde permaneceu até 2009, ocupando os cargos de Assistente Financeira e de Coordenadora de Marketing e Analista de Mix. Na Líder iniciou em 2010 como Analista de Fretamento, atuando posteriormente como Assistente de Diretoria, Gerente Geral Comercial da Unidade de Fretamento e Gerenciamento de Aeronaves, Controller e membro do Conselho de Administração. Em 2017 Bruna Assumpção Strambi assumiu o cargo de Superintendente das Unidades de Manutenção Executiva, Fretamento e Gerenciamento de Aeronave.

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