Modernização das tarifas aeroportuárias beneficiará o passageiro

Resposta às declarações sobre as tarifas aeroportuárias feitas durante a Assembleia Geral Anual da IATA

Em resposta às declarações feitas durante a Assembleia Geral Anual de 2022 da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) sobre tarifas aeroportuárias, o diretor-geral de ACI World, Luis Felipe de Oliveira, fez os seguintes comentários:

“Declarações recentes da IATA não refletem a realidade atual do mercado e da economia, pois aeroportos, companhias aéreas, operadores de terra e outras partes interessadas têm trabalhado juntos para reconstruir a indústria depois de uma desaceleração histórica. No momento em que o setor de transporte aéreo está mais unido do que nunca, continua sendo de extrema importância que organizações comuns da indústria da aviação permaneçam no caminho de colaboração e cooperação. Neste espírito, gostaríamos de levantar alguns pontos:

·  Embora historicamente as tarifas aeroportuárias representem uma pequena proporção do custo das companhias aéreas, elas são uma fonte de receita fundamental para que os operadores aeroportuários cubram despesas de infraestrutura. As receitas aeroportuárias geradas por tarifas aeronáuticas representam até 55% de todas as receitas (incluindo tarifas relacionadas a passageiros e aeronaves). Esta fonte fundamental de receitas é necessária para investir em infraestrutura e tecnologia sustentáveis para o crescimento atual e futuro. No entanto, as tarifas aeroportuárias representam historicamente menos de 5% dos custos das companhias aéreas.

·  Como outros negócios no ecossistema da aviação, os aeroportos são negócios por direito próprio. Somente em 2020, os aeroportos perderam 65,5 bilhões de dólares. E, como muitas outras áreas de negócios, os custos unitários aumentaram, enquanto as receitas unitárias não estão acompanhando o ritmo. Mesmo com exercícios significativos de redução de custos ao longo da pandemia, o estresse financeiro sofrido pelos operadores aeroportuários devido às perdas de tráfego de passageiros tornou-se insustentável e não pode ser absorvido. Fundamentalmente, os aeroportos sempre permanecerão como negócios intensivos em infraestrutura, o que se traduz em altos custos fixos inevitáveis que devem ser financiados.

·  As tarifas aeroportuárias têm diminuído em relação a antes da pandemia em todas as regiões. As tarifas globais por passageiro diminuíram, em média, aproximadamente 20% em termos reais nos 5 anos anteriores a 2019. É importante lembrar aos críticos que as tarifas aeroportuárias regulamentadas em muitas jurisdições em seu estado atual estão inversamente proporcionais aos níveis de tráfego. Em outras palavras, isso significa que, quando os níveis de tráfego são baixos, as tarifas aumentam (e vice-versa).

De uma perspectiva política, e além da retórica, os reguladores devem considerar o que é melhor para o consumidor. É importante enfatizar que os aeroportos investem não apenas em infraestrutura que gera benefícios socioeconômicos, mas também na experiência do passageiro. Além disso, será necessário um investimento significativo para fazer a transição para fontes de energia sustentáveis.

No geral, é hora de modernizar a supervisão econômica das tarifas aeroportuárias para algo que reflita mais as condições de mercado, permitindo que o risco seja compartilhado entre companhias aéreas e aeroportos. Descrevemos isso claramente em nosso Resumo de Políticas sobre o assunto. Fundamentalmente, as estruturas regulatórias globais precisam ser justas para todo o ecossistema, para que possamos prosperar coletivamente e reconstruir um futuro sustentável para melhor atender nosso usuário final – o passageiro.”

Com informações da Assessoria de Imprensa

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